sexta-feira, 3 de julho de 2009

Sou a luz na escuridão



Sou a luz na escuridão


Silvana Duboc

Eu penso diferente umas coisas que todo mundo pensa igual
Sinto tristeza por outras, que as pessoas acham normal

Eu conheço olhares, detecto se são estranhos ou familiares
Descubro segredos, desvendo cada um deles sem sacrifício

Sou uma artista da vida, é esse o meu ofício
Finjo que não sei de nada
Mas por onde quer que eu ande estou sempre ligada
Na emoção vivo conectada
Da realidade não sei nada

Eu sou alma sozinha que procura seu espelho
Solitária a espera de um conselho
Persigo meus devaneios
Das minhas amizades sou o esteio

O cobertor bordado de amor
Que em noite fria agasalha e alivia
Sou a água que regada sobre cada coração
Faz desabrochar uma paixão
Sou a conversa na hora certa
O silêncio em mil momentos

A algazarra, a risada
Sou o começo e o fim da estrada
O atalho da rebeldia e a nostalgia
Sou de mim mesma a sombra

Que tantas vezes me zomba
E para todos que o meu caminho cruzam
Sou o clarão
Sou a luz na escuridão!
POSTADO POR SOL HOFFMANN

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Apredendo a Viver




A vida muitas vezes é curta,
mas mesmo assim seu caminho é longo.
Nela aprendemos a sorrir, chorar, amar, sofrer
e a renascer a cada amanhecer.

Quando sorrimos,
levamos a alguém bem próximo, ou até distante
a certeza de que, por pior que seja o momento,
o futuro nos espera para mostrar-nos novos horizontes e
para que possamos voltar a lutar pelos nossos
ideais que sempre nos motivaram a viver.

Quando choramos,
mostramos que somos frágeis e sensíveis
e que precisamos mais do que nunca de consolo
e palavras de carinho.
Nada melhor que um ombro amigo,
para desabafarmos e nos dizer palavras otimistas,
que nos trazem de volta a realidade.

Quando amamos,
nos sentimos felizes por ter encontrado a pessoa
que julgamos ser a nossa metade,
onde os sentimentos e os desejos se completam de tal
forma que nos transformamos em uma só pessoa,
e que tudo fazemos para transmitir
paz, carinho, compreensão,
amor e o bem estar mútuo,
que é imprescindível.

Quanto sofremos,
é porque esquecemos que neste longo caminho da vida
nem tudo é como gostaríamos que fosse,
que existem algumas barreiras para se transpor
e que precisamos de força e coragem para
enfrentar o que para nós,
o destino reservou.

Ahh!! O Renascer...
este sim todos nós precisamos tê-lo como
"Manual de Vida".
Deixe a vida fluir normalmente,
sorria, chore, ame, e sofra,
mas nunca se esqueça de que a cada estágio destes,
crescemos interiormente e passamos a valorizar
muito mais cada minuto que vivemos,
e a cada amanhecer, renascemos,
pois já teremos aprendido que o mais importante
a partir de agora, é o

"Momento Presente".


Autor Desconhecido
POSTADO POR MÁLVADINH

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Para que serve um amigo?


Para que serve um amigo?


Para rachar a gasolina, emprestar a prancha, recomendar um disco, dar carona pra festa, passar cola, caminhar no shopping, segurar a barra. Todas as alternativas estão corretas, porém isso não basta para guardar um amigo do lado esquerdo do peito.
Milan Kundera, escritor tcheco, escreveu em seu último livro, "A Identidade", que a amizade é indispensável para o bom funcionamento da memória e para a integridade do próprio eu. Chama os amigos de testemunhas do passado e diz que eles são nosso espelho, que através deles podemos nos olhar. Vai além: diz que toda amizade é uma aliança contra a adversidade, aliança sem a qual o ser humano ficaria desarmado contra seus inimigos.

Verdade verdadeira. Amigos recentes custam a perceber essa aliança, não valorizam ainda o que está sendo contruído. São amizades não testadas pelo tempo, não se sabe se enfrentarão com solidez as tempestades ou se serão varridos numa chuva de verão. Veremos.
Um amigo não racha apenas a gasolina: racha lembranças, crises de choro, experiências. Racha a culpa, racha segredos.
Um amigo não empresta apenas a prancha. Empresta o verbo, empresta o ombro, empresta o tempo, empresta o calor e a jaqueta.
Um amigo não recomenda apenas um disco. Recomenda cautela, recomenda um emprego, recomenda um país.


Um amigo não dá carona apenas pra festa. Te leva pro mundo dele, e topa conhecer o teu.
Um amigo não passa apenas cola. Passa contigo um aperto, passa junto o reveillon.
Um amigo não caminha apenas no shopping. Anda em silêncio na dor, entra contigo em campo, sai do fracasso ao teu lado.
Um amigo não segura a barra, apenas.
Segura a mão, a ausência, segura uma confissão, segura o tranco, o palavrão, segura o elevador.
Duas dúzias de amigos assim ninguém tem...
Se tiver um, amém.

(Martha Medeiros)
POSTADO POR SOL HOFFMANN

A Próxima Vez…




O mundo às vezes parece sorrir
Abre todos os caminhos ao sonho
É morada dos meus maiores desejos
Outras, um sítio cruel e estranho

Aos meus sonhos faltaram as asas
Esta alma encheu-se de anseios
O desejo mora no fim da razão
É guardado por um mar de medos

Ao meu silêncio chegou o teu riso
Acendeu-se no tempo a tua formosura
Na voragem da vida ficou um deserto
Onde habita a minha loucura

Este mistério da luz
Incessantes são as marés da vida
Este tempo que corre firme em frente
Não há lugar na lembrança para a partida

Porque da próxima vez
Quero ser palhaço e brincar com a dor
Aprisionar a tristeza em balões de cor
Soltar as cordas que prendem o amor

Quero ser pássaro com penas azuis
Atirar as penas à verdadeira alegria
Voar sempre na procura do sul com norte
Num secreto caminho sem estrela guia

Quero ser barco que foge ao farol
Quero que o vento dance nos brandais
Quero ser viagem de rumo incerto
Quero ser a descoberta na procura do mais

Da próxima vez
Quero ser estrela-do-mar
Um golfinho de chapéu de coco
Um búzio com o som do chamar

Sentar-me no meio de uma nuvem
Ser aquilo que realmente um Deus fez
Quero ser uma singela planta vivendo no verde
Ser apenas…A Próxima Vez…

PUBLICADA POR O PROFETA

Um luminoso brilho em teus olhos Faz de ti…Pássaro na manhã…


São de fogo frio as manhãs
Transportam as cores do dia
Flutua em sereno tapete de orvalho
O canto de pássaro em harmonia

Onde moram as nuvens?
Os Deuses renovaram no celeste o azul
Um anjo plana com sorriso feliz
Solta um suspiro e voa para sul

No sul o mar afaga o basalto
Como amante em perfeita gentileza
No sul as casas têm as paredes da cor da cal
No sul as hortênsias espalham a beleza

No sul mora a saudade
No peito de mulher sem nome nem guarida
Que percorre a beira-mar entoando
Um chamamento de nostalgia

Porque o amor não se detém
Às vezes enlouquece a loucura
Tempestade ou bonança
Planta sedenta da ternura

Ó amante do desamor
Este teu chamamento
Não passa da distância do olhar
Percorre todo o sentimento

Mergulhas as mãos no sal
Teus passos não deixam marcas
Esta areia esconde um castelo desfeito


O teu sonho é navio onde embarcas

Para ontem!
Na viagem da lembrança
No desencontro do querer
És veleiro preso à bonança

Preso à sombra da noite
Desfeito foi o sorriso desta Lua
A felicidade é vestido rasgado
És mulher sentida de alma nua

Mas a noite é vertigem
Perdido anseio em palavra vã
Um luminoso brilho em teus olhos
Faz de ti…Pássaro na manhã…

PUBLICADA POR O PROFETA

100 Anos de ilusão…





Percorro um caminho de terra fria
Penhascos, a loucura do voo ostentam
Sem asas és apenas um ser pobre
Que estas pedras os pés atormentam

Um passo de cada vez
Mil e muitos na inconstante procura
Onde moram os esquecidos?
Numa cidade inventada, a Desventura?

Ribeiro de ausentes águas
Uma sede que seca o sentir
Um gesto preso a nuas mãos
Uma vontade que impede o partir

Mil caminhos
Esta viagem sem velas nem vento
Este barco na bolina das ondas
Esta chuva miúda transborda sentimento

Amarras prendem o gesto
Arrocham um coração que bate incerto
Uma gaivota retoca as penas com espuma
Levanta voo em rumo concreto

Uma flor não morre
Adormece apenas no abandono da Primavera
Uma alma reluz com o nascer de nova aurora
Um coração bate forte na doce espera

Pensamento de difusas formas
Olhos na procura inventada
Braços famintos do abraço
Corpo frio de mal-amada

Cabelos dançando no vento
Pés na procura de esquecido rumo
Chuva de contradição perversa



O castigo de um sol alinhado a prumo

Luz prisioneira da sombra
Ribeiro correndo ao contrário
Folha ausenta da árvore
Pedra falsa de relicário

Coração pulsante
Coração arrochado pela mágoa
Coração que embala a vida dos sonhos
Coração perdido nas águas de uma Lagoa

Assim é o teu, assim és tu
Rainha coroada pela solidão
O tempo parou em teu olhar
Tatuou em teu peito…100 Anos de ilusão…


PUBLICADA POR O PROFETA

ALMA NAVEGANTE




Leme, velas, bússola
O alucinante tombo de furiosa vaga
A deriva aprisiona o pensamento
Este mar sobe ao céu, a vontade galga

As tábuas que te sustentam
Neste navegar de dor
Foram sacrifício de humilde árvore
Testemunha de um beijo de amor

Tatuados dois corações
Pela mão de apaixonado amante
Uma flecha atravessa os dois
Outorga uma jura de doce instante

Este vento foi tomado pela loucura
Este vento cava nas ondas a tempestade
Uma gaivota plana no seu abraço
Uma alma reza na procura da eternidade

Um golfinho salta, voa
Um búzio é tocado pelo vento
Uma andorinha-do-mar sacode as penas
Uma sereia solta um feiticeiro lamento

Um areal morno acolheu
Teus passos ávidos da chegada
Caminhas na procura das marcas
De uma espera desencontrada

Calmaria!
A bonança reivindicou o Sol no celeste
Uniram-se os pedaços de rasgada vela
Tua alma retomou o sonho adiante

O sortilégio mora entre o princípio e fim
Da tempestade dos teus anseios
A quietude assalta os teus sentidos
Entrega à noite os teus maiores receios

Mas a manhã a tua vontade assalta
Teu olhar fixa um inventado instante
Solta as amarras deste teu peito inquieto
És filha do Mar…Alma Navegante…

PUBLICADA POR O PROFETA