quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Utopia...


Sonhei que o meu mundo era perfeito...
Morava em uma casa na árvore com uma vista que me renovava só de olhar para ela...
Quando tinha fome, a felicidade me alimentava...
Toda noite tinha festa, e as estrelas eram minhas fiéis amigas...
Com elas me sentia segura, podia desabafar meus sentimentos mais secretos...
Quando tinha dúvidas, ia pedir conselhos à mãe lua...
Esta com certeza sabia das coisas, tinha o dom de sussurrar as palavras certas no momento que tudo parecia não ter jeito...
Confiança inquebrável...
Quando me sentia triste, vinha o senhor arco-íris com suas sete companheiras cores me fazer sorrir...
Era a cidade dos sonhos...
Ao despertar, olhei para os lados...
Procurei minha casa na árvore, minhas amigas estrelas, a mãe lua e o senhor arco-íris...
Todavia não os encontrei...
Levantei, respirei fundo e voltei ao mundo real...
Repentinamente parei...
Percebi que tenho uma moradia onde me renovo todos os dias, uma família maravilhosa que me auxilia nos momentos difíceis, além de amigos verdadeiros e pessoas incríveis que sempre estenderam a mão quando mais precisei...
É...
Por conta do corre-corre de nossos dias, não damos valor ao que realmente temos...
Assim...
Dei-me conta que...
Eu tenho a vida dos meus sonhos!

(Belle)

Por momentos de plena felicidade em nossa vida!


Momentos esses que nos marcam de uma forma surpreendente e nos transformam, nos comovem.
As pessoas que entram em nossa vida sempre entram por alguma razão, algum propósito.
Elas nos encontram ou nós as encontramos meio que sem querer, não há programação da hora.
Assim, tudo o que podemos pensar é que cada um de nós encontra aquilo que é importante para si mesmo.
Ainda que a pessoa que entrou em nossa vida aparentemente não nos ofereça nada, ela não entrou por acaso, não está passando por nós apenas por passar.
Discutir o que cada um de nós trará, não mostrará nada e ainda nos fará perder tempo demais desperdiçando a oportunidade de conhecer a alma dessas pessoas.
Essas pessoas entram em nossa vida, às vezes de maneira tão estranha, que nos intrigam até.
Mas cada uma delas é especial, mesmo que o momento seja breve, com certeza elas deixarão alguma coisa para nós.
Observe a sua vida, comece a recordar todas as pessoas que já passaram por você e o que cada uma delas deixou.
Você estará buscando sua própria identidade, que foi sendo construída aos poucos, de momentos que aconteceram na sua vida e que até hoje interferem em seu caminho.
Aproveite para conquistar uma pessoa a cada dia, dar a elas a sua maior atenção e fazer com que você também seja algo muito importante na vida dessas pessoas.
Quando sentir que alguém é especial para você.
Diga a ele o que sente, e terá feito um momento de felicidade na vida de alguém.
Faça hoje tudo que tiver vontade. Abrace seu amigo, os seus irmãos, os seus filhos, seu amor.
Dê um sorriso para todos, até mesmo para seu inimigo.
Seja alegre todas as manhãs.
Planeje o seu destino!
Sopre aos ventos os seus sonhos: eles irão se espalhar pelos ares e voltar a você em forma de realidade.
Preste bastante atenção em todas as pessoas.
Elas poderão estar trazendo a sua tão esperada felicidade.

(Autor desconhecido - Texto modificado por Belle)

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

homenagem ao Miklós Féher...O poema que lhe enviei é em sua homenagem, Miklós FÉHER

Tal como os Etronimos de Fernando Pessoa

A vida decorre em suave poesia
Mas a realidade é como o tempo
Um sonho pode acabar numa tempestade
E uma lágrima pode encher um lago
Mas um sorriso pode mudar tudo
Mas só o amor move as pessoas

Amor é união de dois pensamentos

Num só coração

É tristeza derretida em alegria

É entusiasmo que alivia a alma

É fome que se alimenta com um beijo

É sorriso que ouve o coração

É suspiro que não obedece ao destino

É desejo que não pesa na consciência

É um olhar que acorda o pensamento

É tudo o que eu tenho para te dar

Amor te peço

Amor te dou

Por amor me perco

Sem amor tropeço

Sem amizade não respiro

Sem ti não vivo

Sem o teu reconhecimento

Não desisto de lutar

Até ser amado por uma criança

Que sinta vontade de colher uma flor


Amo-te com o amor que Deus me deu

Com a esperança que me fez nascer

Com a saudade que me faz chorar

Com a felicidade dos meus olhos

Com a luz da minha alma

Com o coração que ainda bate

Com a única palavra que sei pronunciar “amor”

Poeta que ama não mente

Poeta que acorda não adormece

Poeta que respira não abafa

Poeta que pensa não dorme

Poeta que escreve não sonha

Poeta que vê não engana os seus olhos

Poeta que fala sabe o que procura

Poeta que luta encontra sempre o seu destino

Poeta romântico não vive sem o amor de uma criança

Queria ser poeta

Mas ninguém me ensinou

Queria ser romântico

Mas ninguém reparou em mim

Queria ser feliz

Mas ninguém me deu a mão

Queria ser alguém

Mas ninguém me ouviu

Queria ser esquecido

Mas ninguém me abandonou

Queria ser história

Mas ninguém acreditou


Queria ser esperança

Mas ninguém valoriza a vida

A noite em que morreu um sorriso
Deixou-nos uma lembrança
De que a vida é uma pulsação de emoções
E a sorte tem de ser respirada no pensamento e no interior
Cada lágrima de ser sentida como amor sensível
Que deseja ser reconhecido pelo próprio coração

Está publicado no meu blog a homenagem, com o título, A morte de Miklós Féher
EU peço-lhe por favor,se pudesse fazer aí a homenagem ao Miklós Féher,
Miklos Fehér, nasceu a 20 de Julho de 1979 e foi um atacante da selecção nacional húngara. Começou por jogar num clube da sua cidade natal, o Gyõri ETO FC, tendo sido o Benfica o ponto alto da sua carreira. A 25 de Janeiro de 2004 e com apenas 24 anos, jogou a sua última partida contra o Vitória de Guimarães.
http://poesiavitorbento.blogspot.com

Há a Palavra



Há a palavra
Embutida no vazio,
Castrada do sentido
E mergulhada
Na cegueira.

Há o gesto simples
De ternura
Na fé oca e dura,
Pérfida na dualidade
Dos jogadores.

Há o engano
E a artificialidade
No lirismo insonoro
Na composição
Intrigada de reticências.

Há as bocas abertas
De espanto,
A consternação aflita
E o prurido que morde
A face, no esconderijo.

E há a Palavra
Viva e capaz,
O verso perfeito
Que espera em silêncio
A sua hora…


Vera Sousa Silva

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Se tu viesses ver-me…


Se tu viesses ver-me…

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços…

Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca… o eco dos teus passos…
O teu riso de fonte… os teus abraços…
Os teus beijos… a tua mão na minha…

Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri

E é como um cravo ao sol a minha boca…
Quando os olhos se me cerram de desejo…
E os meus braços se estendem para ti…

Florbela Espanca

Nostalgia...


eu olho para o céu,
as nuvens, em meus devaneios,
movimentam-se em várias formas...

você já olhou para o céu hoje?
já teve seu momento de sentir-se vivo?
já viu os seus desenhos nas nuvens?

respirando o ar salgado,
sentindo minha pele esquentar ao sol,
mil palavras se passam em minha cabeça...
pulando para fora de minha boca...

sozinho, sabe em quem estou pensando?
em pensamento estou indo pra você...

estou me sentindo restaurado...
e em pensamento, já estou com você...
consegues sentir-me?

tu sabes pra quem são minhas palavras
sinta como minha vida fica melhor com você...
só em saber que tu existes em algum lugar
mesmo que não esteja comigo agora...

a certeza de minha vida...
é saber que dar-te-ei um abraço novamente
te farei aquele carinho no cabelo...

eu só queria ficar horas conversando contigo...
sinto falta de cada segundo...

esteve comigo nos meus melhores momentos...
e nos piores também...
me conhece como ninguém...

melhor que me conheceres,
tu ajudastes a ser o que sou...
do meu melhor ao pior,

sou parte de você...

C. Camargo

domingo, 19 de julho de 2009

O silêncio O silêncio perde-se na imensidão da tua ausência…


O silêncio

O silêncio perde-se na imensidão da tua ausência…

A tua ausência é silêncio…
O tempo já não é tempo mas
solidão da presença.

Perdi este tempo a procurar-te para além da razão…
Agora compreendo que não partiste,
és só ausência de presença.

Fazes parte de mim como faço parte de um todo…
O teu silêncio é o meu,
o nosso, o silêncio de todos.

Lamento em silêncio
o tempo passado
mas o lamento fica só
na solidão do presente.

O presente é a esperança do silêncio…
Ouço-o murmurar nas noites silenciosas,
fala comigo.

Um silêncio feito de penas
mas onde as lágrimas mergulham na palavra da lembrança.



O silêncio traz-me a tua presença…
A espera do gesto perde-se no teu olhar que me traz
todos os gestos de amor fechados no tempo.

O instante da memória
é bem mais que o tempo infinito
com todas as horas.

Não pertences a lado algum
a tempo algum.
Pertences à eternidade,
à intemporalidade.


manuela